quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Filha de Beto Barbosa não foi vítima de superbactéria, diz laboratório

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O Instituto Evandro Chagas, laboratório paraense de referência em pesquisas biomédicas, divulgou, nesta quinta-feira (21), que a morte de Monique, filha de Beto Barbosa, não foi causada pela KPC, popularmente chamada de superbactéria. A jovem morreu, aos 28 anos, em 8 de outubro, em Belém. A causa da morte ainda é investigada.

“O material coletado de Monique chegou até nós e não se comprovou a infecção pela KPC, que está sendo chamada de superbactéria. Outros exames ainda estão em curso, o que não exclui a possibilidade de outra bactéria, porque os exames ainda não foram concluídos. Por enquanto só é possível afirmar que essa bactéria, especificamente, não está presente nos exames de Monique”, diz Wyller Mello, vice-diretor do Instituto Evandro Chagas.

De acordo com Mello, não é possível estabelecer um prazo para a conclusão dos demais exames que investigam a morte da jovem. "Os exames que são feitos para diagnosticar bactéria são exames de cultura. O material chega e é inoculado em sistemas sensíveis ao crescimento da bactéria. É preciso, primeiro, cultivar a bactéria em laboratório para depois fazer a identificação dela. E é difícil definir um prazo para isso porque cada bactéria tem seu tempo de crescimento", explica.

De acordo com a Universidade Federal de São Paulo, ao contrário do que se pensa, a KPC não é o nome da bactéria, mas de uma enzima produzida por ela, que é capaz de inativar alguns antibióticos, incluindo os carbapenens, que são os antimicrobianos mais potentes disponíveis para o tratamento de infecções graves.

A KPC só se torna uma superbactéria quando produz uma enzima tão potente capaz de inativar muitos antibióticos, limitando as possíveis opções para o tratamento de uma infecção.

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