No semi-árido brasileiro, a identificação dos estudantes com o livro didático se torna ainda mais difícil. Os meninos e meninas não se vêem refletidos nas páginas dos livros, que quase nunca levam em consideração a biodiversidade local, a vivência do povo do campo, história e cultura do povo do sertão. A adoção de livros didáticos contextualizados visa justamente aproximar as práticas pedagógicas da realidade local desses meninos e meninas, através de conteúdos programáticos e de uma linguagem que promova a convivência sustentável de educandos e educadores com o meio em que vivem, remetendo assim o processo educativo às formas de vida e aos problemas da própria comunidade. A conseqüência disso são estudantes muito mais interessados em aprender e a conseqüente elevação do rendimento escolar, além da valorização da própria região onde vivem por parte dos educandos.Em Sergipe, a publicação já foi implantada, em caráter experimental, nos municípios de Poço Verde e Simão Dias. A coordenadora do projeto Educação no Campo, em Simão Dias, Maria Vanusa Andrade, avalia positivamente a experiência com o livro. “Trabalhei com a publicação em duas escolas municipais. Percebi como os alunos ficaram entusiasmados. Cada aula era uma surpresa. Gostaria que o conteúdo fosse ampliado e cada disciplina tivesse um livro específico, com foco na educação contextualizada”, diz.























