Trabalhar cerca de 10 horas por dia fora de casa, estudar e cuidar dos filhos, isso sem ajuda de um companheiro. Está é a realidade de 38,45% das sergipanas que chefiam seus lares, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No Brasil, o percentual é menor, 31,27%. O estudo revela que o perfil da mulher contemporânea é a que enfrenta a jornada de ser mãe, dona de casa e profissional competente. Na pesquisa do IBGE, 68% das mulheres afirmaram ser difícil conciliar trabalho, filhos e casamento. O crescimento das mulheres como chefe de família já configura uma tendência, afirma o Instituto.De acordo com o IBGE, uma em cada cinco chefes de família trabalha como empregada domestica.
Desemprego
Apesar da admissão no mercado de trabalho estar nas piores condições, o desemprego vem sendo menor dentre as mulheres que chefiam suas famílias. A taxa se encontra em 8%, contra 13% para as mulheres economicamente ativas. De 2002 a 2006, esse percentagem cresceu 20,9% e, em agosto de 2006, elas somaram 2,7 milhões de pessoas.
Mas, devido a crise mundial, esse quadro pode mudar. Uma pesquisa da Organização Internacional do Trabalho, diz que a crise causará mais desemprego entre as mulheres do que entre os homens na maioria das regiões do mundo, mas essa relação deve ser ainda mais profunda na América Latina e no Caribe.
